Sentido da Vida
6 Onde estava Deus, quando a menina caiu?
Onde estava Deus, quando a terra tremeu?
Onde estava Deus, quando a onda caiu sobre a terra?
Onde estava Deus, quando Hiroshima e Nagasaki explodiram?
Onde estava Deus, quando a bala achou alguém?
Onde estava Deus, quando a vida se foi no seio materno?
Onde estava Deus?
²Estava onde sempre esteve.
A vida é eterna. Tudo aqui é apenas passagem.
³Mas temos medo da morte.
Sofremos com a morte.
Isso porque nos achamos fortes o bastante para matar Deus.
⁴E viver para morrer.
⁵Mas se Deus é vida, a morte é impossível.
⁶Nova vida.
Quem quer?
À disposição de qualquer ser humano.
⁷A vida eterna só se justifica no amor.
⁸A morte eterna é o ódio.
⁹Nos cabe a escolha.
É o que resta por ora.
Estaremos marcados por essa decisão.
Um sinal indelével e eterno.
¹⁰Pois, de graça recebemos.
Não pedimos para viver.
Mas podemos aceitar a vida.
¹¹A semelhança nos faz diferentes.
O que fiz.
O que deixei de fazer.
O que há para ser feito.
¹²Somente ações podem justificar uma vida.
A omissão nos encolhe.
A ação nos faz crescer.
¹³Parar e pensar não é se omitir, quando se consegue alento, para uma jornada, para um novo caminho.
¹⁴Quando se recomeça, sempre há esperança de mudança.
O dia a dia nos incute esse viver, de renovação a cada manhã.
¹⁵Quando anoitecer, e o dia não mais clarear, é porque chegamos lá, onde queríamos chegar.
¹⁶Sou eu quem decide meu destino.
¹⁷É a semelhança de si próprio, que Deus nos deu.
É a liberdade que nos faz diferentes.
¹⁸O segredo da vida está no elo que liga o concreto ao abstrato, o transcendental ao imanente, a eternidade à temporalidade, o profano ao sagrado.
¹⁹Somos matéria viva, herdeira dos tempos, mas com vislumbres de eternidade.
²⁰Na crença católica, fomos educados a entender que a vida após a morte continua.
Não somos apenas transitórios.
²¹Temos algo além da matéria, acima da vida incrustada num corpo material.
Mas isso não nos parece óbvio.
²²Deveríamos viver com a certeza da vida eterna, mas a temporabilidade nos coloca constantemente diante das exigências materiais.
²³É preciso parar.
É preciso pensar indivíduo a indivíduo.
Descobrir a coletividade.
A consciência coletiva não deve sobrepujar a consciência individual.
Se essa última fraquejar, será o domínio da outra.
²⁴Mas quem formam a coletividade são os indivíduos.
E estes, quanto mais decisivos, transferem força aos demais, para o bem ou para o mal.
²⁵Sempre é o indivíduo quem escolhe o caminho.
Ninguém é mais responsável do que ele próprio, por essa escolha.
²⁶Por tudo isso, é preciso morrer,
para viver.
²⁷O fim do mundo está muito próximo, como sempre esteve.
²⁸A vida terrena é tempo de libertação.
²⁹Decorrido o prazo, se você só tiver desejos terrenos, não poderá mais perdê-los.
Nem terá como satisfazê-los.
³⁰Procuram fatos extraordinários, para provar a existência de Deus.
Mas não há prova maior do que a lógica da natureza.
³¹A verdadeira religião é a católica, apostólica, romana. Essa minha afirmativa é tão importante quanto o que pensa cada um dos bilhões de seres humanos que por aqui estão passando, ou passaram, ou passarão.
³²É a versão da verdade. Quem a transmite, falará a versão da versão. Quem a escuta, ouvirá a versão da versão da versão.
³³Assim, no fim, você já está julgado.
Não pelo que aparenta ser. Mas pelo que é, como consequência de como agiu na vida.
Não há o que esconder.
³⁴Seu íntimo será visível a todos.
Eu pensei...
Eu queria...
Eu não tinha intenção...
Não haverá como justificar nada.
³⁵Por que você é o que é.
Assim como Deus.
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